Em meio à discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que institui um teto de gastos pelos próximos 20 anos, senadores da oposição enumeraram críticas à medida, principalmente em relação às regras para saúde e educação. Segundo os parlamentares, a desvinculação proposta pelo governo resultará em menos recursos para as duas áreas.

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“Se nós não vamos ter os recursos mexidos, reduzidos, por que fazer essa alteração? Só creio nisso se elas (áreas de saúde e educação) forem colocadas como exceção”, disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). A PEC prevê que, em 2017, os gastos com saúde e educação manterão os porcentuais mínimos previstos em lei (15% e 18% respectivamente). Depois, o piso será corrigido pela inflação.

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A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) afirmou que, para cumprir as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) até 2024, seriam necessários investimentos da ordem de R$ 225 bilhões. “Vamos realizar essas metas diante de uma proposta que congela os gastos? Como, se os gastos sociais não podem de maneira nenhuma ultrapassar o limite da inflação?”, questionou a petista.

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Fátima ainda disparou contra senadores do PSDB, dizendo que o partido tucano, quando governou o País, provocou explosão de endividamento e sucateou a educação. “O chicote só vem em cima do lombo dos mais pobres”, disse.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) também reforçou o argumento de que a PEC será prejudicial aos gastos sociais. “Conseguimos diminuir a desigualdade social porque aumentamos gastos sociais. O que eles querem cortar é justamente isso”, afirmou o senador. “Com esse ataque a transferências sociais e a retirada de recursos de saúde e educação, podemos retroceder muito.”

Os senadores também refutaram os argumentos de que a PEC é necessária para reduzir o endividamento do País. Segundo Gleisi, o governo petista conseguiu inclusive diminuir a dívida brasileira, e não aumentar como é acusado.