Parlamentares da oposição iniciaram nesta quinta-feira (11) a coleta de assinaturas para criar a “CPI mista da corrupção”, encarregada de investigar denúncias de irregularidades em órgãos da administração federal, sobretudo nos ministérios dos Transportes, Cidades, Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Trabalho, Turismo, além da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valec, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ou seja, em todos os órgãos envolvidos em denúncias de fraudes nos últimos meses.

A nova tentativa de investigar desvios de recursos públicos substituirá a CPI dos Transportes, do Senado, que chegou a ser protocolada com as 27 assinaturas de apoio exigidas pelo regimento da Casa. Mas o governo conseguiu convencer os senadores João Durval (PDT-BA), pai do prefeito de Salvador, João Henrique, e o suplente Reditario Cassol (PP-RO), pai do senador Ivo Cassol, a retirarem as assinaturas, inviabilizado a investigação.

Nesta nova tentativa, a oposição vai exibir na internet material mostrando “quem é que quer a faxina e quem é que quer apenas da boca para fora”, informou o presidente do DEM, senador José Agripino (RN). “Os que assinaram querem investigação. Os que não assinaram estão pousando para a plateia”, acrescentou. Para o senador, isso não é um mecanismo de pressão, mas “um mecanismo de clareza de procedimento”.

São necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores para viabilizar uma CPI. O requerimento da “CPI da corrupção” foi fechado na manhã desta quinta, na reunião de deputados e senadores do PSDB, DEM, PPS e PSOL. O documento traz um resumo das ultimas denúncias publicadas na imprensa, o que é chamado pela oposição de “encadeamento de escândalos”.