O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (13), em Copenhague na Dinamarca, que o importante, depois da absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é que a Casa volte a funcionar com normalidade, para votar projetos de interesse do País. "Temos a CPMF, temos a reforma tributária, temos coisas de interesse do brasileiro. É isso que conta na realidade", disse o presidente, ao chegar para o primeiro compromisso, hoje, em Copenhague, com empresários dinamarqueses.

Para o presidente, a absolvição de Renan foi uma decisão do Senado e deve ser acatada. "Primeiro é preciso que a gente tenha clareza para tratar o assunto com a seriedade que ele merece. O problema começou no Senado e terminou no Senado, se é que terminou. Eu disse desde o começo da crise que era um problema do Senado. O Senado levantou o problema, fez o que tinha que fazer. Chegou o momento em que tinha que terminar. Poderia ter sido uma maioria contra o Renan, teve uma maioria favorável a Renan", afirmou.

E completou: "Eu acho que nós precisamos nos habituar a acatar o resultado das instituições a que nós nos submetemos. Eu não posso admitir que eu só posso acatar o resultado quando ele favorece aquilo que eu pensava. Houve uma votação pelas regras do Senado, ela aconteceu e o Renan foi absolvido. Se vai haver continuidade no processo, se vai haver a suprema corte, são outros problemas", concluiu.

O presidente participa hoje da abertura do Seminário Empresarial Brasil-Dinamarca, visita a mostra de fotografias de Sebastião Salgado, se encontrará com a comunidade brasileira, terá encontro reservado com o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, e dará uma declaração conjunta à imprensa, seguida de assinatura de atos. Ainda hoje, Lula embarcará para Oslo, na Noruega, onde concluirá seus cinco dias de viagem a países escandinavos.