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Novo indicado para Apex foi embaixador no Chile

  • Por Estadão Conteúdo

Depois de o novo presidente da Agência de Promoção de Exportações e Atrações de Investimentos (Apex-Brasil), Alex Carreiro, ser demitido pelo Twitter pelo chanceler Ernesto Araújo, o nome do novo indicado para o cargo, embaixador Mario Vilalva, também chamou a atenção no setor. Enquanto Carreiro se destacou pelo currículo considerado “fraco” e por não falar inglês, o que chamou a atenção em relação a Vilalva foi o fato de ele e Bolsonaro já terem “se cruzado” antes.

Vilalva era embaixador no Chile em 2006, quando recebeu um telegrama do então deputado Jair Bolsonaro em que pedia à embaixada naquele país que transmitisse sua mensagem de solidariedade ao neto do general Augusto Pinochet, Augusto Pinochet Molina, após esse ter sido afastado do Exército por ter feito pronunciamento no sepultamento do avô. Na mensagem, Bolsonaro ressaltava sua admiração por Molina não ter se curvado às “mentiras da esquerda” e falava do “saudoso” General Pinochet.

Após receber o documento, Vilalva pediu a seus superiores de Brasília “orientação sobre o procedimento a adotar”. A troca de telegramas foi divulgada pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, em setembro do ano passado e foi disponibilizada no site de acesso à informação do governo federal, responsável por atender a pedidos de informações e solicitações de documentos públicos.

O pedido de Bolsonaro acabou sendo negado pelo Itamaraty em Brasília, o que, para fontes, poderia representar um obstáculo para que, agora, Vilalva seja efetivado no cargo de presidente da Apex. Em um segundo telegrama, a secretaria-geral do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, afirma que não pode transmitir mensagens pessoais.

“Vossa Excelência poderá informar ao Deputado Jair Bolsonaro que o Ministério não transmite mensagens pessoais, as quais deverão ser, caso deseje o parlamentar, encaminhadas diretamente aos destinatários”, afirma a resposta de Brasília ao então embaixador chileno.

O general Augusto Pinochet assumiu a presidência do Chile após um violento golpe de Estado em 1973, comandando o país até 1990. Ele morreu em 2006.

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