A posse dos deputados estaduais paulistas, marcada para hoje no Palácio 9 de Julho, em São Paulo, deve marcar não só a recondução de Barros Munhoz (PSDB) à presidência da Assembleia, por meio de um acordo fechado até ontem com a oposição. Será, ao mesmo tempo, o início de uma corrida pela instalação de CPIs.

A guerra pelas comissões tem como base o regimento interno da Casa, que determina o arquivamento de requerimentos antigos no início de cada legislatura. Dessa forma, com o número de comissões zerado, poderão ser instaladas a partir de hoje cinco novas CPIs simultaneamente, protocoladas em ordem cronológica – ou seja, na base do “quem chegar primeiro”.

A oposição, mesmo com minoria na Casa, tentará emplacar o quanto antes investigações com foco em obras do governo estadual, como o Rodoanel, o metrô e a Nova Marginal. “São fatos que foram manchetes de jornais e a assembleia não deu nenhuma resposta à sociedade. Essa é uma atitude insana do Legislativo, que se desmoraliza”, afirma o líder da bancada do PT, Antonio Mentor.

Por outro lado, a base governista deve tentar ocupar os espaços com investigações que não atinjam diretamente o Palácio dos Bandeirantes, como o fizeram na gestão José Serra/Alberto Goldman (2007-2010). Já está em curso, segundo aliados do governo, uma coleta de assinaturas pela CPI da TV a Cabo. Mas os parlamentares negam participação na corrida por assinaturas e a ocupação antecipada dos espaços das comissões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.