O presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) estrearam hoje seus programas de rádio, no horário eleitoral deste segundo turno. Com tempo idêntico, dez minutos para cada um, Dilma e Serra exploraram caminhos diferentes para tentar angariar o apoio do eleitorado e conquistar a cobiçada cadeira presidencial nas urnas no dia 31 de outubro. A petista apostou na defesa da vida, como estratégia para tentar reverter a polêmica surgida na reta final do primeiro turno de que seria favorável ao aborto e que lhe tirou votos na parcela do eleitorado religioso. E o tucano apostou na comparação de biografias, destacando que tem mais experiência e capacidade para administrar o País.

O programa de rádio de Dilma citou que a maioria da população brasileira votou nas mulheres no primeiro turno – utilizando o porcentual obtido por Marina Silva (PV) na urnas – para dizer que os eleitores querem uma mulher na Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dos maiores cabos eleitorais da candidata do PT, também deu seu depoimento para criticar, mais uma vez, o que ele classifica de campanha difamatória contra Dilma. Governadores da situação eleitos no dia 3 de outubro, como os do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), e da Bahia, Jaques Wagner (PT), também deram seus depoimentos a favor da ex-ministra da Casa Civil. Dilma foi apresentada ainda como mulher, mãe e avó.

O programa de Serra apostou fortemente na biografia do tucano e o presidenciável disse que pretende fazer um governo de mãos limpas, numa crítica indireta aos escândalos que envolveram o partido de sua adversária. Ainda nas críticas, o programa de rádio do PSDB mostrou também que Dilma Rousseff não soube administrar uma lojinha de R$ 1,99, pois o negócio não prosperou. Na avaliação de Serra, é arriscado colocar na cadeira de presidente da República alguém que a população não sabe o que vai fazer. Os dois presidenciáveis agradeceram os votos que tiveram do eleitorado no primeiro turno e pediram a confiança de cada um neste segundo turno para chegar ao mais alto cargo eletivo do País.