O primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), esclareceu nesta tarde que a mudança feita nesta quarta-feira, 30, no projeto de Resolução que altera a composição das comissões da Casa preservou apenas o Conselho de Ética, e não a Comissão Especial do Impeachment.

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A resolução prevê o recálculo da proporcionalidade partidária na Câmara depois da janela para troca-troca de partidos. Com isso, a proposta original aprovada pela Mesa Diretora poderia tirar do Conselho de Ética até três deputados que têm votado contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no processo por quebra de decoro parlamentar.

No entanto, como mostrou mais cedo o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, depois de ser acusado de manobrar para tentar se livrar do processo de cassação, o presidente da Câmara mandou alterar o projeto de Resolução nesta quarta-feira, para que o projeto não tivesse efeito sobre a composição do Conselho de Ética.

Segundo Mansur, foi incluído no projeto um dispositivo para deixar claro que o recálculo da proporcionalidade não valerá para o Conselho de Ética, pois o colegiado possui regras próprias. Por outro lado, contudo, o projeto continuará tendo efeito sobre a Comissão Especial do Impeachment. “O membro da comissão que mudar de partido vai perder o cargo”, explicou o primeiro-secretário.

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De acordo com Beto Mansur, o projeto de resolução deve ser votado na sessão plenária desta quarta-feira. Com a aprovação, as comissões permanentes da Câmara devem ser instaladas nos próximos dias, mais de dois meses depois de os deputados retornarem do recesso parlamentar de fim de ano.

Críticas

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Parte dos deputados reagiu de forma negativa ontem à proposta original de Cunha. Partidos de oposição prometeram apresentar emenda para impedir alterações no Conselho de Ética. “Não aceitamos votar o projeto de resolução da forma como ele se encontra. Não aceitamos mudanças no Conselho de Ética. O conselho foi eleito”, disse ontem o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM).

Cunha disse ontem entender que a resolução original não atingiria o Conselho de Ética, porque o colegiado tem suas próprias regras. “Não é a interpretação que está se dando. Você está colocando aquilo que já está previsto no regimento. O Conselho de Ética tem um outro tipo de previsão expressa”, afirmou.