| Foto: Valquir Aureliano/O Estado |
| Olympio de Sá Sotto Maior Neto encabeça a lista. continua após a publicidade |
O Ministério Público do Paraná definiu ontem, em eleições realizadas em todo o Estado, a lista tríplice de candidatos a procurador-geral. A lista é encabeçada pelo procurador Olympio de Sá Sotto Maior Neto, com 312 votos, seguido por Milton Riquelme de Macedo, que obteve 220 votos e Lineu Walter Kirchner, que ficou em terceiro lugar com 173 votos.
Os nomes serão agora encaminhados ao governador do Estado, Roberto Requião, que deverá indicar um deles para assumir o cargo de procurador-geral, sendo que a nomeação também depende da aprovação da Assembléia Legislativa. O novo procurador-geral assume o cargo no dia 7 de abril, ficando à frente do Ministério Público Estadual até o primeiro quadrimestre de 2008.
Os outros quatro candidatos: Munir Gazal, Arion Rolim Pereira, Fuad Chafic Abi Faraj e Yedo de Faria Pinto Neto tiveram respectivamente 149, 125, 70 e 18 votos. Dos 556 potenciais participantes das eleições, entre procuradores e promotores de Justiça, participaram da eleição 534 membros do Ministério Público. Cada um deles podia votar em até três candidatos.
O procurador Olympio de Sá Sotto Maior Neto, que já foi procurador-geral em duas ocasiões no mandato de Jaime Lerner, vê sua indicação como o reconhecimento de suas gestões anteriores, ?buscando a unidade, a harmonia e o fortalecimento interno para as grandes disputas externas. Sempre mantendo a linha ideológica de priorizar os juridicamente excluídos?, afirmou.
Concorrendo à reeleição, o procurador-geral Milton Riquelme de Macedo deseja manter-se no cargo para dar continuidade ao seu trabalho dos últimos dois anos, concluindo alguns projetos mais longos. ?Espero o reconhecimento do trabalho feito nos últimos dois anos, em que mantivemos a linha institucional, com dinâmica crescente e apostando na descentralização para dar uma atenção mais adequada à sociedade?, comentou.
O terceiro da lista, procurador Lineu Walter Kirhner, acredita que a história de cada candidato dentro do Ministério Público é até mais relevante que as propostas por ele defendidas na hora de se aferir o voto. ?Minha maneira de pensar o cargo de procurador-geral, é com respeito absoluto às leis e com atos precedidos da devida motivação e transparência.? Sua principal proposta é a titulação dos cargos, ao invés da indicação provisória, o que, segundo ele, está virando uma arma de negociação do procurador-geral.
Embora o governador possa escolher qualquer um dos três nomes da lista, o presidente da comissão eleitoral, procurador de justiça Wanderley Batista de Oliveira, entende que é razoável esperar que o governador nomeie o candidato mais votado, satisfazendo a vontade da casa, ?mas não é absoluto, ele tem autonomia para indicar qualquer um dos três?, ressaltou.
Porém, quando Riquelme de Macedo tomou posse em 2004, foi o segundo mais votado. Ele concorria com Maria Tereza Uille Gomes, que tentava a reeleição. Segundo o Ministério Público, Roberto Requião nomeou o segundo colocado também em 1992, quando fez sua primeira gestão no governo, empossando Luiz Carlos Delázari.
Como chefe do Ministério Público Estadual, o procurador geral de Justiça, além de conduzir administrativamente o órgão, possui a competência para propor alguns tipos de ação, como as que envolvem juízes, promotores, deputados, prefeitos, governador, dentre outras autoridades do Estado.