Morreu na madrugada deste domingo (17), aos 79 anos, o ex-secretário e ex-deputado federal Roque Zimmermann, conhecido como Padre Roque. Ele estava internado no Hospital Santana Unimed, de Ponta Grossa, e será velado em sua residência. O sepultamento está marcado para a próxima segunda-feira (18), às 17h. A reportagem apura as causas do falecimento.

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Nascido em Santo Cristo, no Rio Grande do Sul, Roque foi padre da Congregação Missionária Sagrada Família. Em 1987, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em 1992, foi membro do diretório estadual do partido no Paraná. Dois anos depois, elegeu-se deputado federal, cargo que ocupou até 2002. Naquele ano, candidatou-se a governador do Paraná, obtendo o quarto lugar na disputa.

Após a derrota nas eleições, que foram vencidas por Roberto Requião (MDB), Padre Roque foi convidado para assumir a secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social do Paraná. Ele permaneceu no cargo entre 2003 e 2006. Após a sua saída da pasta, surgiram denúncias de que salários de comissionados contratados pela secretaria eram destinados a caixa 2 eleitoral. Na época, ele negou as acusações, mas confirmou que havia uma “repartição” dos vencimentos dos funcionários – o que, segundo ele, seria uma forma de fazer “justiça social”.

Em 2007, ele se desfiliou do PT e, desde então, não concorreu mais a cargos políticos.

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Repercussão

A morte do ex-deputado repercutiu nas redes sociais de políticos paranaenses. O ex-governador Roberto Requião (MDB) comentou o falecimento no Twitter, classificando Padre Roque como um “exemplo de vida e militância”. Já a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), em seu perfil no Facebook disse que Roque era um “defensor incansável da educação, da agricultura familiar, dos direitos humanos e das causas sociais”.

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