No último dia de audiências do Movimento Voto Consciente na sede da seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil, os candidatos à Prefeitura de Curitiba Carlos Moreira (PMDB) e Fábio Camargo (PTB) reforçaram o coro pelo segundo turno, enquanto Lauro Rodrigues (PTdoB) tentou explicar como funcionaria o Cartão Verde, sua criação nesta campanha.

Em um evento que tinha como principal tema a transparência na gestão pública, o candidato do PMDB, Carlos Moreira, declarou que o continuismo é adversário da transparência. “Manter o mesmo grupo no poder por 20 anos facilita a corrupção. Confio na inteligência do curitibano para levar essa eleição ao segundo turno”, declarou.

Ele citou pontos onde acredita que a atual administração falhe no compromisso com a transparência. “A Prefeitura se vale de organizações sociais como a Urbs, o Instituto Curitibano de Informática (ICI) e o Instituto Pró-cidadania de Curitiba (IPCC) para administrar a cidade. E essas instituições são totalmente fechadas, não dão uma satisfação à sociedade”, disse.

Moreira também reafirmou sua proposta de o prefeito divulgar, anualmente, o plano de metas para cada ano. “Para que todos saibam o que ele pretende fazer e não sejam surpreendidos por três anos sem nenhuma obra e várias obras eleitoreiras no final do mandato.”

O ex-reitor da Universidade Federal do Paraná, apresentou, ainda, sua proposta de educação em tempo integral, o centro de convívio jovem e criticou o projeto atual do metrô.

Fábio Camargo, que também criticou o projeto de metrô subterrâneo, engrossou o apelo pelo segundo turno. “Um debate como esse, só com dois candidatos,  será muito importante para discutirmos a cidade. Não podemos ter preguiça de discutir a cidade por mais vinte dias. A eleição no primeiro turno é muito fácil para quem está sentado na cadeira e reeleger alguém no primeiro turno é dar cheque em branco para ele fazer e acontecer”, disse.

Camargo destacou sua prioridade aos bairros. “A Praça Tiradentes foi reformada, mas a praça do Tatuquara segue sem condições”. Ele prometeu substituir cadernos por laptops nas escolas municipais, redução de impostos para a Cidade Industrial voltar a atrair empresas e a realização de eleições diretas para as regionais.

Bem menos nervoso que nos debates na televisão, mas ainda gaguejando, tendo “brancos” e dificuldades para concluir o raciocínio, Lauro Rodrigues, que se disse favorável à flexibilização do horário do comércio e, até, das escolas, para desafogar o trânsito, e criticou o Ippuc, que “há tempos não planeja mais nada”, dedicou grande parte do seu tempo para explicar a idéia do cartão verde.

Segundo o candidato, com esse cartão pretende-se concentrar todas as informações sobre o cidadão e para o cidadão. “Com o cartão, não vamos precisar nem de propaganda, pois a população será informada de todas as ações da Prefeitura”, disse, sem esclarecer como ele funcionaria. Os três candidatos também assinaram o termo de compromisso pela transparência e combate à corrupção.