O Ministério Público protocolou ontem denúncia por peculato e concussão contra o vereador de Curitiba Paulo Frote. Investigações feitas pela Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público – área criminal, inclusive com quebra de sigilo bancário do vereador, indicam que Frote receberia em conta particular parte da remuneração de sete funcionários da Câmara Municipal que ficavam à disposição de seu gabinete e de funcionários fantasmas por ele “contratados”. De acordo com auditoria feita pelo MP, o desvio teria chegado a R$ 591.495,75, entre outubro de 1996 e maio de 2000.

Frote também foi denunciado por coação, já que teria ameaçado uma funcionária com a perda do emprego e possível prisão se ela não contasse em depoimento à promotoria a versão que ele gostaria de ver relatada.

Também foram denunciadas na mesma ação três ex-funcionárias e a esposa do vereador, Rosmari Baggio Frote. Ela foi denunciada por peculato e concussão, já que, de acordo com o MP, além de ela também ter recebido em conta da qual era titular parte do montante desviado, controlava o pagamento dos funcionários, ficando com a senha e o cartão bancário dos servidores. As ex-funcionárias Rosa Aparecida Baron, Rosali do Rocio Baggio Augustynczyk e Kátia Luciane Bianco, todas parentes de Frote, foram denunciadas por peculato, porque seriam funcionárias fantasmas da Câmara e receberiam parte de salários pagos pelo órgão. A outra parte iria para a conta do vereador ou da esposa. Rosa é sobrinha do casal Frote, Rosali é irmã da esposa do vereador e Kátia, cunhada de Frote, que foi preso no final da semana passada, a pedido do MP.

O MP ainda investiga possível desvio de remuneração de outros cinco funcionários, ocorrida em tese nas duas gestões do vereador.