Nas negociações para a montagem do novo governo, o vice-presidente Michel Temer sinalizou aos integrantes do PR que deve manter a legenda no comando do Ministério do Transportes, que seria “turbinado” com a incorporação da secretaria de Aviação Civil.

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“Já ficou definido o Transportes com a Aviação Civil, mas o nome do ministro ainda não foi escolhido”, disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL), cotado para assumir o comando do novo ministério. Quintella Lessa, junto com o líder do PR na Câmara, Aelton Freitas (MG), se reúne neste início de tarde com Temer, no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente.

Nas tratativas com o PR, segundo integrantes da legenda, também chegou a ser cogitada a fusão do Ministério dos Transportes, hoje comandado por Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP), com o de Portos, que por sua vez pode voltar a ser comandado por Helder Barbalho (PMDB-PA), filho do senador Jáder Barbalho (PMDB-PA). Helder comandou a pasta no governo Dilma e deixou o cargo após o processo de impeachment ser aprovado na Câmara dos Deputados e iniciar sua tramitação no Senado. A criação de um novo governo está condicionada ao afastamento da presidente Dilma Rousseff, em processo que deverá ser votado no Senado no próximo dia 11.

Extinção

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Outros ministérios que podem ter atribuições “turbinadas” é o de Relações Exteriores e o Planejamento, que deverão ser comandados pelos senadores José Serra (PSDB-SP) e Romero Jucá (PMDB-RR), respectivamente.

Segundo o Broadcast apurou, a ideia estudada por Temer é extinguir o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e transferir as funções de comércio exterior para o Itamaraty e a formulação da política industrial para o Planejamento. Representantes da indústria, contudo, são contra o desmonte do MDIC e pressionam Temer para manter o atual modelo.

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