O controlador-geral do Estado de Minas Gerais, Mário Vinícius Claussen Spinelli, informou nesta quarta-feira, 9, que, a partir do ano que vem, Minas Gerais começará a usar o mesmo modelo de controle de evolução patrimonial de servidores públicos de São Paulo.

“Utilizaremos esse mesmo modelo que São Paulo adotou, que culminou com a identificação da máfia dos fiscais. Ele analisa se o agente possui patrimônio compatível com o salário que recebe”, disse. “O tempo de efetivação é o necessário para implantar a sistemática que envolve o desenvolvimento do sistema no Estado e acredito que a partir do ano que vem esse modelo já comece a ser usado aqui”.

Spinelli participou nesta quarta-feira da abertura XI Encontro Nacional de Controle Interno, organizado pela Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais (CGE-MG), em parceria com o Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci).

Ele informou que a CGE instalou uma força-tarefa para analisar 434 processos disciplinares e que, nos últimos meses, já foram demitidos 126 servidores. “O desligamento dessas pessoas se deu por mais variadas causas, desde menos graves até corrupção”, esclareceu.

Com relação às empresas, Spinelli disse que a CGE tem um cadastro específico para as companhias responsabilizadas com base na lei anticorrupção que irá alimentar também o cadastro federal. “Assim que tivermos um caso de uma empresa responsabilizada, ela terá seu nome e informações divulgados por meio desse cadastro”, afirmou.