O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira, 13, que a aprovação das medidas de ajuste pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e do projeto de lei da recuperação fiscal de Estados pelo Congresso Nacional são condições para o acordo firmado entre a União e o governo fluminense. Meirelles inclusive disse a jornalistas que é necessário questionar os deputados sobre a situação de penúria que o Rio ainda viverá nos próximos 30 dias, período concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que as ações sejam implementadas. O Estado precisa do acordo para, por exemplo, colocar salários de servidores em dia.

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“Pergunta sobre situação do Rio deve ser endereçada a parlamentares que votarão as medidas”, disse o ministro da Fazenda após reunião de conciliação com o Estado no STF. O Rio tentava antecipar os benefícios do acordo, como a suspensão de dívidas e a obtenção de novos empréstimos, mas o Supremo avaliou que faltavam contrapartidas de ajuste. Por isso, foi dado prazo de 30 dias para dar continuidade às tramitações.

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“A princípio, há indicação muito clara do ministro Fux de que é urgente esse acordo”, disse Meirelles. “O que temos que fazer é trabalhar intensamente na confecção do projeto de lei (da recuperação fiscal de Estados)”, acrescentou.

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O ministro destacou a importância de o acordo ter “solidez jurídica”, principalmente por envolver artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “A decisão está pendente das aprovações do Congresso e da Alerj. Se não aprovar, teremos que sentar novamente para ver o que é possível fazer”, afirmou.