O candidato do PCB à Presidência, Mauro Iasi, criticou o presidencialismo no Brasil e afirmou que, se eleito, apresentará um projeto de “poder popular”, apostando na “democracia direta”. Segundo ele, essa demanda surgiu nas manifestações de junho do ano passado. Iasi também defendeu o fim da política de troca de cargos por apoio do Congresso.

continua após a publicidade

No segundo bloco da sabatina do G1, ao responder a perguntas dos jornalistas, o candidato criticou a gestão do PT. “O governo do PT, a partir de 2002, escolheu um tipo de governabilidade que o distanciou das metas e bandeiras populares e do horizonte socialista, ficando preso a uma armadilha na qual teve que trocar seu projeto histórico por uma continuidade de governo”, afirmou.

Iasi também defendeu acabar com a Polícia Militar (PM), que, segundo ele, não soluciona o problema da segurança pública, mas o agrava. “Isso tem gerado verdadeiro genocídio no Brasil, principalmente entre a população negra e pobre”, ressaltou. Iasi afirmou que o fim da PM é uma exigência para se pensar em uma política de segurança pública de longo prazo.

O candidato defendeu também o fim da rede privada de saúde, criticando os altos preços e o atendimento dos planos que, segundo ele, são “campeões de reclamações” por parte dos usuários.

continua após a publicidade

Questionado sobre quem apoiaria no segundo turno, Iasi afirmou que pensará nisso na hora adequada. “O PT tem a jogada de antecipar esse debate, mas segundo turno é outra eleição”, comentou. Mesmo assim, ele acrescentou: “Se eu tivesse que escolher alguém hoje, eu escolheria Zé Maria (PSTU) ou Luciana Genro (PSOL).”

No terceiro bloco, o candidato se colocou a favor das cotas raciais, da eutanásia, do fim do direito de herança, de um salário mínimo de R$ 2.915, do Bolsa Família e da legalização da maconha.

continua após a publicidade

O próximo entrevistado pelo G1 será o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, na próxima segunda-feira.