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Manifestantes entregam flores a policias durante protesto no Rio

Servidores que participam do protesto em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) distribuíram rosas brancas a policiais militares destacados para acompanhar o ato desta segunda-feira, 12. Também trouxeram balões brancos simbolizando a paz.

Foi como um pedido para que os policiais não ajam com truculência contra a manifestação. Servidores disseram que, por conta da truculência da polícia, alguns policiais, bombeiros e agentes penitenciários que participam da manifestação e têm porte de arma vieram munidos de arma de fogo.

“Tudo se encaminha para um tragédia. Os verdadeiros vagabundos estão dentro da Alerj. A mudança no calendário foi para esvaziar o movimento. Nosso medo agora é que haja uma votação extraordinária, como aconteceu com o caso do Bilhete Único”, disse o inspetor Paulo Ferreira, do Sindicato do Sistema Penitenciário do Rio.

Na terça-feira passada, dia 6, houve enfrentamento e a polícia disparou barras de borracha e bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

Nesta segunda, manifestantes gritavam palavras de ordem contra o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e um grupo carregava um caixão de papelão para encenar o enterro do governador.

Eles colocaram dois pés grandes de papelão na parte inferior para caracterizar o “defunto”.

Até às 11h30, cerca de 300 servidores estavam no local.

Os acessos da Alerj estão com barreiras montadas pela polícia. Quem chega com mochila é revistado, como servidores, jornalistas ou qualquer transeunte. O objetivo é buscar possíveis morteiros. No último ato, houve disparos com explosivos desse tipo.

O carro de som contratado por sindicatos para a manifestação chegou a ser impedido de se aproximar da Alerj pela polícia, por volta das 11h, segundo Alzimar Andrade, diretor do Sindicatos dos Servidores da Justiça (Sindjustiça). “Aprenderam o carro. Não temos medo de nada. A população está sendo manipulada e não entende que é maior prejudicada”, afirmou.

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