O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), sugeriu nesta quarta “chá de camomila” para serenar os ânimos exaltados com a crise deflagrada após a revelação do encontro entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mendes diz ter sido pressionado por Lula para apoiar um adiamento do julgamento do mensalão e que o ex-presidente teria feito insinuações sobre uma viagem sua a Alemanha na qual encontrou o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), envolvido no escândalo investigado pela CPI do Cachoeira.

“O importante é que se passe uma borracha nesse episódio que não vai trazer problema para o Brasil. Temos que dar um chá de camomila a todos os envolvidos, principalmente neste momento em que se aproxima a votação no STF”, disse Maia.

A receita caseira para dar tranquilidade aos envolvidos vem depois de o próprio presidente da Câmara ter jogado mais lenha na fogueira ao dizer não confiar no relato do ministro do STF e ter dúvidas sobre o comportamento de Mendes por este só ter falado sobre a reunião um mês depois do acontecido.

Maia voltou a questionar a atitude do ministro do STF, definida como “raivosa e despropositada”, mas disse ser hora de colocar “panos quentes” para que a votação do processo do mensalão aconteça em clima de tranquilidade.