Lupion e Alceni disputam hoje o comando do PFL

O deputado federal Abelardo Lupion e o ex-secretário da Casa Civil Alceni Guerra disputam hoje o comando do PFL estadual, na convenção que começa às 9 horas, no restaurante Madalosso, em Curitiba.

Em torno de 270 delegados de todo o Estado estão encarregados de decidir entre Lupion, que propõe ao partido uma linha de oposição ao governo, e Guerra, que acena com uma aproximação ao Palácio Iguaçu e quer abrir o partido a setores de centro-esquerda.

Lupion tem o apoio majoritário da bancada estadual do partido, que controla vários dos diretórios do interior. Já o ex-secretário da Casa Civil compôs uma chapa com a participação maciça de prefeitos e ex-prefeitos. Dos setenta integrantes da chapa de Guerra, quarenta e cinco são prefeitos e dez ostentam a condição de ex-prefeitos.

Tanto Lupion como Guerra estão confiantes na vitória. “Nós vamos vencer o Requião”, provocou Lupion, referindo-se aos vínculos do ex-secretário da Casa Civil com o governador. Guerra apoiou Requião e preside o Conselho da Lactec, um laboratório tecnológico que tem 20% de participação do governo.

Guerra argumentou que, para os prefeitos, uma linha direta com o governo estadual é vital para suas administrações. “Uma porta trancada em qualquer nível do governo significa prejuízo para a população”, afirmou o ex-secretário da Casa Civil.

Para Lupion, mais do que do governo, os prefeitos do partido necessitam de uma sigla que defenda seus interesses. Lupion acha que o que está em jogo é o desempenho do partido nas eleições municipais do próximo ano. O deputado observa que o governador, “como um homem de partido”, vai apoiar os candidatos do PMDB e que os pefelelistas não têm nada a ganhar com a aproximação do Palácio Iguaçu.

Auto-exclusão

O PFL está decidindo seu futuro sem nenhuma participação do ex-governador Jaime Lerner. Apenas três meses depois de deixar o Palácio Iguaçu, o ex-governador se afastou integralmente do partido e não integra nenhuma das chapas. Procurado por seu ex-secretário da Casa Civil, Lerner disse a Guerra que está se dedicando exclusivamente a suas atividades profissionais – o escritório de arquitetura em Curitiba e a presidência da União Internacional dos Arquitetos – e não pretende se envolver nas disputas partidárias.

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