O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesta sexta-feira (28) que continuará na presidência do PDT. Ele descartou a possibilidade de pedir desligamento do partido por representar um conflito de interesses com suas atribuições como ministro de Estado, conforme avaliação feita pelo Conselho de Ética Pública.

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"Eu estou garantido pela Constituição Federal e, enquanto ela não mudar, eu continuo ministro e continuo presidente do PDT", garantiu Lupi. Ainda segundo ele, o exercício das duas funções não é inconstitucional. "Querem me impedir de exercer uma função eleita por uma interpretação da ética, enquanto a ética não está acima da lei", disse o ministro. "A Constituição garante a liberdade de organização partidária e o exercício dela", complementou Lupi.

Sobre o presidente do Conselho de Ética Pública, Marcílio Marques Moreira, contrário ao acúmulo de cargos, Lupi declarou: "Por enquanto, eu quero questionar a legitimidade do senhor Marcílio Marques Moreira em ferir a Constituição ao tomar a decisão. Depois, se for cabível, nós podemos ir até aos tribunais".

O ministro participou hoje de uma vistoria em agências do trabalho em Jacarepaguá e em Campo Grande, na zona Oeste do município do Rio de Janeiro. As informações são da Agência Brasil.

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