Líderes partidários da Câmara dos Deputados encerraram reunião sem chegar a um consenso sobre a distribuição de cargos nas comissões permanentes, após encontro no gabinete do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nesta segunda-feira, 21.

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A instalação das comissões está atrasada devido a janela que permite troca de legenda sem risco de cassação por infidelidade partidária, que iniciou no dia 18 de fevereiro e será prorrogada até esta terça-feira, 22. Sem a definição, os colegiados estão sem funcionar desde o ano passado, paralisando a tramitação de propostas na Casa. Cerca de 13% dos parlamentares já mudaram de sigla até agora.

Durante o encontro de hoje, parlamentares afirmaram que o clima foi de divisão entre os que defendiam a manutenção da bancada formada nas eleições de 2014, como PT, PMDB e PSDB, e os que pediam que fosse considerada a bancada atual, após a janela partidária.

Uma nova reunião de líderes deve ocorrer na tarde desta terça-feira, 22, após reunião do Executivo com governadores. Hoje, os líderes falaram da situação dos novos partidos, como Rede e PMB, da distribuição nas comissões e criação de novos cargos. O líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), afirmou que não quer o acréscimo de vagas, mas defendeu mudanças no regimento interno da Câmara.

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“É inadmissível um partido que tinha pouco mais de 20 deputados, depois caiu para um cargo, ter direito a presidir uma comissão ou a possuir 77 cargos, como estava previsto. Temos que fazer um arranjo dentro dos cargos à disposição para as lideranças e obviamente fazer a alteração do regimento para atender a nova composição dos partidos”, afirmou Pauderney, fazendo referência ao Partido da Mulher Brasileira. Já o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a sua posição como parlamentar é de que é “fundamental garantir o princípio da eleição, pois isso fortalece os partidos”. Para ele, “um dia a mais ou um dia a menos não fará diferença”.

No início da janela, em fevereiro, a ideia era que a divisão dos assentos das comissões levasse em conta a nova bancada dos partidos após 18 de março, e não as bancadas eleitas em 2014. Já no caso da divisão das presidências das comissões, valeriam os blocos partidários formados no início da legislatura.

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Os dois acordos ainda podem ser alterados após a nova reunião de líderes desta terça-feira. Com o feriado da Páscoa, as eleições dos presidentes e vice-presidentes deve ficar para a próxima terça-feira, 29. A expectativa, de acordo com Guimarães, é distribuir os cargos já no dia seguinte. Os trabalhos das comissões devem começar somente em abril.