O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que preside a sessão de pronúncia do impeachment da presidente Dilma Rousseff, apresentou na manhã desta terça-feira, 9, as regras para os trabalhos nesta terça-feira. Logo no início da reunião, aliados da petista sofreram uma derrota, já que o ministro indicou que a sessão transcorrerá com celeridade. “Sessão pode ser um pouco longa, serei rigoroso para contagem dos prazos”, destacou.

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Lewandowski informou que questões de ordem levantadas por senadores serão analisadas em bloco, todas de uma vez. A ideia do PT era levantar pelo menos dez questões de ordem para ganhar tempo na sessão. Com a decisão do ministro, a estratégia se tornará ineficaz.

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Ao final da exposição de Lewandowski, senadores aliados de Dilma, como Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Grazziottin (PCdoB-AM), cobraram a análise das questões de ordem separadamente. O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), pediu que o presidente do STF mantivesse a votação em bloco. Para o tucano, a prática de aliados de Dilma tem por objetivo apenas “procrastinar” o andamento do processo.

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Com a perspectiva de uma sessão longa, o ministro reiterou que será “rigoroso para a contagem dos prazos”. Ele informou também que não serão permitidos apartes em discursos de parlamentares e não haverá uso de palavra pelas lideranças partidárias.