O Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus ao empresário Rogério Figueiredo, preso na terça-feira (dia 6), junto com outros sete acusados de envolvimento no caso Copel/Adifea. Figueiredo foi o último dos detidos a ser liberado em decisão proferida pelo desembargador Ruy Fernando de Oliveira. De acordo com a assessoria de imprensa do TJ, o desembargador estendeu a Oliveira o entendimento de que não havia pressuposto legal a justificar a prisão preventiva, o mesmo que foi aplicado aos ex-secretários da Fazenda, Ingo Hubert, e do Governo, José Cid Campêlo Filho.

Figueiredo, que foi preso no Rio de Janeiro, é apontado como o dono da Mixtrade Comércio Internacional Ltda. Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual, a Mixtrade foi responsável pela distribuição de R$ 16,8 milhões que teriam sido desviados da Copel, por meio de um contrato com a Adifea (Associação dos Diplomados das Faculdades de Economia e Administração), encarregada de fazer um estudo de levantamento de créditos tributários para a companhia paranaense de energia. O contrato foi assinado em setembro de 2002.

As prisões foram efetuadas por determinação do juiz da Central de Inquéritos Policiais de Curitiba, Marcelo Ferreira. Até ontem, conforme a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, continuavam sendo procurados o empresário Maurício da Silva, dono da Embracom, empresa contratada pela Adifea e por onde teria passado uma parte dos recursos referentes à operação, e a assessora do Tribunal de Contas, Desiré Fregonese do Rocio Vidal. Ela assinou parecer autorizando a operação.