O ex-ministro José Dirceu quer evitar clima de festa durante a transmissão da análise dos embargos infringentes no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, 12. Caso os embargos infringentes sejam aprovados pela maioria dos ministros, o julgamento de Dirceu e de mais onze condenados no processo do mensalão pode ser reaberto, o que abriria caminho para uma possível redução de pena. Dirceu foi condenado a dez anos e dez meses de prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha.

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Na tarde desta quinta-feira, 12, antes da sessão ser suspensa, o “placar” pelo acolhimento dos embargos estava em 5 a 4. Para que a tese de um novo julgamento prevaleça é preciso, no mínimo, o apoio de seis dos 11 ministros que integram a Corte.

Pelo menos dez convidados de Dirceu acompanham a transmissão da sessão do STF pela TV Justiça. O grupo deve ser o mesmo que passou a tarde dessa quarta-feira, 11, com o ministro. Entre eles, estão Rodrigo Dall’Acqua, advogado de Dirceu, Marco Aurélio Carvalho, coordenador jurídico do PT, o jornalista Breno Altman e a cineasta Tata Amaral, que está produzindo um documentário sobre os bastidores da vida do ex-ministro durante a reta final do julgamento, mais alguns assessores.

Na última quinta-feira, 5, o ex-ministro transformou a transmissão do julgamento em um ato de desagravo, quando reuniu cerca de 50 pessoas, entre amigos, artistas, intelectuais e políticos para assistir à sessão em um telão instalado no salão de festas de seu prédio.

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Segundo interlocutores de Dirceu, ele só vai se pronunciar caso não sejam aprovados os embargos infringentes. Os seus advogados querem evitar entrevistas e declarações até o encerramento para não criar um clima de confronto com o Supremo Tribunal Federal.