CPI da URBS

Jorge Bernardi diz que pedirá prisão de ex-diretores da Urbs

O vereador Jorge Bernardi (PDT), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Urbs, afirmou que vai apresentar um pedido de prisão preventiva do ex-presidente Marcos Isfer e do ex-diretor da Urbs Fernando Ghignone. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (10) durante a reunião da comissão.

Ambos entraram na Justiça contra o líder da CPI para pedir esclarecimentos sobre as recentes declarações do vereador, que confirmou em entrevistas a existência de irregularidades nas licitações dos ônibus e favorecimento às empresas que já operavam o sistema.

Bernardi informou que amanhã (11) haverá uma reunião no Ministério Público do Paraná (MP-PR) onde serão entregues os termos do processo de prisão preventiva de Isfer e Ghignone.

“O que nós queremos é uma custódia cautelar dos dois até o final da CPI . Porque no momento que eles começaram a ameaçar a CPI e estão prejudicando as investigações. Nós já estamos com o processo pronto e vamos encaminhar ao MP-PR para que ambos sejam processados por crimes contra o trabalho da comissão e estamos solicitando a custódia dos mesmo para que as investigações não sejam mais atrapalhadas’, declarou o vereador.

Ex-diretora de licitação da Urbs presta depoimento

Ontem foi a vez da ex-diretora de licitações da Urbs, Cássia Aragão, prestar depoimento na CPI. Ela é funcionária de carreira há 29 e presidiu a comissão permanente de licitações do órgão entre os anos de 2009 e 2013.

Ao longo de três horas, Cássia respondeu a maioria das perguntas por partes dos membros da comissão e demais vereadores presentes. No entanto, na maioria das respostas, a ex-diretora afirmou que não tinha conhecimento técnico para responder aos parlamentares.

Cássia também afirmou durante o depoimento que as grandes licitações da Urbs eram dirigidas por comissões especiais para análises mais detalhadas. Ela informou que participou dessas comissões, mas apenas nos quesitos procedimentais das licitações.

Na opinião dos membros da CPI da Urbs, o depoimento de Cássia acrescentou pouco às investigações. “Ela sempre atribuiu as alterações no edital à forças superiores, ou seja, quem tinha o comando. Mas o que me chamou atenção é que ela é uma especialista em licitações e não tomou conhecimento que os três consórcios deram o desconto de menos de meio centavo no preço da passagem para ganhar o processo licitatório. Numa licitação que envolve bilhões, e ela não notou isso. E também não notou que só empresas de Curitiba estavam nessa licitação. Ela veio preparada para não produzir contra si”, disse Bernardi.

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