O presidente em exercício do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e o líder da bancada do partido da Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), estavam, por volta das 12h desta quinta-feira, 5, à espera do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) para discutir a permanência do mineiro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Sob ameaça de ser destituído da vaga de suplência na comissão, Bonifácio pediu um encontro antes da decisão final dos dirigentes tucanos.

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Nas últimas horas, Bonifácio vem sendo pressionado por parlamentares a se licenciar do partido, caso insista em permanecer na relatoria da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Até a noite desta quarta-feira, 4, Bonifácio dizia que não abandonaria o posto, tampouco deixaria o PSDB.

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Os dirigentes do partido se incomodaram com a afirmação do deputado mineiro de que “a Câmara é maior que os partidos”. A afirmação foi vista como uma atitude de menosprezo de Bonifácio. Por isso, até quarta à noite, o partido tendia para confirmar nesta quinta a destituição de Bonifácio da vaga de suplência na CCJ.

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Para dirigentes do partido, a escolha de Bonifácio para a relatoria é um claro sinal de enfrentamento com o PSDB. Tucanos falam que não há dúvidas de que o Palácio do Planalto está operando “violentamente” para desestabilizar a sigla. A cúpula do partido ainda aposta na solução do licenciamento de Bonifácio. Desta forma, o relatório, que tende a ser favorável ao governo, não seria visto como uma peça do PSDB.