O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta terça-feira, dia 1º, que a mudança do ministro da Justiça não interfere nas investigações da Operação Lava Jato. “O Ministério Público Federal é autônomo e independente para investigar”, disse Janot após participar da reunião do Conselho Superior do órgão.

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Nesta segunda-feira, o então ministro da Justiça José Eduardo Cardozo decidiu deixar o cargo. A saída foi supostamente motivada por cobranças do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi substituído por Wellington César, ex-procurador-geral de Justiça da Bahia.

Uma das reclamações do grupo de Lula é que Cardozo havia perdido o controle dos rumos da Lava Jato, que tem se aproximado do ex-presidente. Em nota, a Associação Nacional dos delegados da Polícia Federal (ADPF) viu com “extrema preocupação” a saída de Cardozo por “pressões políticas”.

O nome, porém, foi bem recebido entre os procuradores da República ligados ao grupo de trabalho formado por Janot para conduzir as investigações criminais ligadas ao escândalo de corrupção da Petrobras.

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Cunha

Janot evitou comentar a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) adiar o julgamento do recebimento da denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), inicialmente agendado para esta quarta-feira, 2.

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A defesa do peemedebista pediu ao Supremo para adiar a discussão sobre a denúncia. O presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, encaminhou a solicitação na noite de segunda-feira ao ministro relator da Lava Jato no Tribunal, Teori Zavascki.