O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, 24, que desconhece um possível adiamento de seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, marcado para o próximo dia 3 de maio, em Curitiba. “Isso não é problema meu”, disse ele, ao ser questionado por repórteres quando chegou ao Centro Internacional de Convenções para participar do seminário “Estratégias para a Economia Brasileira – Desenvolvimento, Soberania e Inclusão”, em Brasília. A previsão é de que a oitiva ocorra no dia 10 de maio.

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Quatro dias após o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro ter dito a Moro que Lula pediu a ele, em maio de 2014, para destruir provas sobre pagamento de propinas ao PT, o petista foi recebido no evento como candidato ao Palácio do Planalto, em 2018. “Lula, guerreiro, do povo brasileiro”, gritavam os militantes do PT.

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Réu em cinco ações penais, três das quais relacionadas à Lava Jato, o ex-presidente chama as denúncias contra ele de “mentiras” e afirma que vai disputar a próxima eleição.

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“Leo Pinheiro está preso e sob tortura psicológica”, disse o ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner. “Se interditarem a candidatura do Lula será uma burrice. Qualquer um depois de massacrado vira herói nacional. Se for preso ou interditado, a imagem será muito forte e ele virará herói.”