A promessa de intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na questão da partilha dos royalties do petróleo do pré-sal apaziguou os ânimos no Palácio Guanabara. Depois de classificar de “roubo” contra o Estado o movimento da bancada nordestina para repartir as compensações pagas pelas áreas já licitadas, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) ficou satisfeito com a promessa presidencial de que o projeto não será votado no Congresso até o impasse ser resolvido.

A questão dos royalties é fundamental para os interesses políticos do governador. No ano que vem, Cabral terá pela frente uma disputa pela reeleição que promete ser difícil. A perda de grande volume de recursos – o campo de Tupi no pré-sal, por exemplo, já deve render royalties para o Estado em 2010 – seria um fator complicador na corrida eleitoral.

Integrantes do PMDB fluminense chegaram a vislumbrar a hipótese de criar dificuldades na convenção do partido que pretende ratificar a aliança com o PT em apoio à candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Interlocutores mais próximos de Cabral, no entanto, descartam qualquer possibilidade de rompimento com o presidente. O governador seguiu na quarta-feira para os Estados Unidos, para uma viagem a passeio até o início da próxima semana, depois de passar o dia com Lula no Rio de Janeiro.