O responsável pela comunicação do Clube Militar, o general da reserva Clovis Purper Bandeira, afirmou que a escolha de Jaques Wagner para o Ministério da Defesa é o “exemplo da falta de critério” da presidente Dilma Rousseff na formação de sua equipe ministerial e que o escolhido nunca se preocupou com a “defesa nacional”.

“Um médico que virou político profissional e que nunca se preocupou com nenhum aspecto da defesa nacional. Alega-se, para justificar a escolha, que o ex-governador da Bahia estudou por sete ou oito anos no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Isso equivale a considerar um ex-estudante leigo do Colégio Santo Inácio – orientado por padres jesuítas – apto para tornar-se bispo”, afirmou o general em texto intitulado Ministério das Incapacidades e divulgado pela entidade que representa os militares da reserva.

De acordo com ele, o ministério de Dilma “trata-se da equipe mais frouxa e desarranjada jamais reunida para tocar a administração pública federal”. Numa referência ao PT e à crise na relação com o PMDB, Bandeira afirma que a escolha foi feita para agradar aos pequenos partidos da base que a reelegeu, “mesmo que desagrade a seu partido e a seu principal e maior aliado”.

O general da reserva diz também que os ministros “não são do ramo”, com exceções na área econômica – “uma tentativa desesperada de manter à tona a nau tupiniquim, que faz água por inúmeros rombos no casco, causados pelo impacto de muitos tiros de grosso calibre dos canhões da corrupção e da incompetência gerencial do desgoverno petista”.

Bandeira termina o texto dizendo que a única coisa certa da equipe é a “incapacidade e mediocridade, num momento difícil da vida nacional, quando seria importantíssimo contar com a colaboração das melhores capacidades de nosso mundo político”.