A coligação do presidenciável Fernando Haddad (PT) pediu nesta quinta-feira, 25, à Procuradoria-Geral Eleitoral que investigue perfis de usuários em redes sociais que, segundo a campanha, atuam na divulgação de notícias falsas, as chamadas fake news. Os advogados pedem inquérito para saber se cerca de 70 perfis no Facebook e no YouTube estão agindo de forma intencional e deliberada, e se há uma estrutura organizada com o objetivo de disseminar desinformações.

continua após a publicidade

De acordo com os advogados, o Facebook já juntou mais de 70 nomes de usuários cujos perfis foram alvo de pedido de remoção de conteúdo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desses, segundo a defesa, 44 já tiveram publicações consideradas como fake news pelo TSE.

continua após a publicidade

A defesa argumenta que a veiculação de conteúdo falso nesses casos é fruto de “uma espécie de organização” que busca reunir informações em páginas para divulgar, deliberadamente, “notícias evidentemente falsas sem se preocupar com as consequências”.

continua após a publicidade

“Imperioso que este d. Parquet promova uma análise minuciosa sobre a existência do crime de uso de informações sabidamente inverídicas para fins de propaganda, bem como dos crimes de injúria, calúnia e difamação eleitoral. E, em sendo o caso, que haja a proposição das devidas ações penais em detrimento dos noticiados”, pede a coligação.

Os advogados ainda querem que a procuradoria investigue se há relações, sejam financeiras, políticas ou pessoais, entre os usuários e os envolvidos em qualquer campanha partidária-eleitoral.

No pedido feito à procuradoria, a coligação de Haddad afirma que os ministros do TSE já determinaram a retirada de 144 links da internet, que totalizam 22,4 milhões de visualizações. Contudo, segundo os advogados, ainda existem outras centenas de links que ainda não foram retirados por decisão liminar e aguardam o julgamento das ações “para verificar o seu potencial lesivo”.

“A Coligação noticiante, particularmente, foi a que mais sofreu com campanhas caluniosas, difamatórias e injuriosas, sendo os alvos principais o candidato a Presidente da República, Fernando Haddad, a candidata a Vice-Presidenta da República, Manuela D’Ávila, e o próprio Partido dos Trabalhadores, partido que encabeça a chapa”, alegam os advogados.