Depois de ser obrigado a devolver ao DEM o domínio JK que registrou na internet – sem autorização da família do presidente Juscelino Kubitschek – usando o CNPJ do diretório regional do partido em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab vai ter de disputar a posse da sigla PSD com um punhado de políticos de Osasco (SP). Ontem, um clone da legenda foi registrado no cartório do 2.º Ofício do Distrito Federal.

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Na ata da fundação provisória do partido constam como dirigentes Laudemir Lino de Alencar (presidente), além de Rogério Rodrigues da Silva e Delbio Camargo Teruel (vices). O nome de Laudemir aparece na internet como sendo secretário-geral do PSDC de Osasco. Já Teruel seria presidente da Câmara Municipal da cidade. A reportagem não conseguiu contactá-los, apesar de várias tentativas.

Os advogados encarregados da criação do PSD de Kassab, ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, acreditam que não houve má-fé por parte do grupo de Osasco, uma vez que uma das exigências da Justiça Eleitoral – a coleta das assinaturas de eleitores de nove Estados, anexadas ao processo – teria ocorrido em fevereiro. Na avaliação do corpo jurídico do PSD do prefeito de São Paulo, o episódio foi uma coincidência, pois em fevereiro não se sabia que o grupo do prefeito optaria por esta sigla. Na ocasião, dizem, Kassab ainda se inclinava pela sigla PDB.

De acordo com os advogados que assessoram o partido do prefeito a disputa deve acabar numa corrida para ver quem chega no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) primeiro com as cerca de 500 mil assinaturas de eleitores de nove Estados – exigidas para a legalização da legenda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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