A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta sexta-feira, 15, que as condições do gravador de voz (caixa preta) instalado no jatinho que levava o ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE) deveriam ter sido avaliadas pelo piloto antes da decolagem.

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“O equipamento, embora não seja um item de segurança, deve ser obrigatoriamente checado pelo comandante antes do início do taxiamento, conforme manual de operação do fabricante da aeronave”, disse o órgão em nota.

Segundo a Anac, pela regulamentação brasileira, o avião não pode decolar se o CVR (gravador de voz da cabine, sigla em inglês) não estiver funcionando. Além disso, o manual do fabricante estabelece uma vistoria do CVR a cada 150 horas de voo, ou 24 meses – o que ocorrer primeiro. As autoridades brasileiras que investigam o acidente não informaram se as regras de manutenção do equipamento estavam sendo seguidas.

O manual do jatinho, um Cessna Aircraft 560XL, diz que o CVR grava as últimas duas horas do voo mais recente do avião. No entanto, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, concluiu que os sons armazenados no equipamento não eram da viagem feita por Eduardo Campos no dia do acidente.

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“As razões pelas quais o áudio obtido não corresponde ao voo serão apuradas durante o processo de investigação”, acrescentou, em nota, a Força Aérea Brasileira.

A Anac reiterou nesta sexta-feira que o avião estava com a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) e o Certificado de Aeronavegabilidade válidos. A última verificação anual completa das manutenções foi executada em fevereiro deste ano.

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O jornal O Estado de S. Paulo não conseguiu contato com o Grupo AF Andrade, operador do avião, segundo os registros da Anac. A reportagem telefonou para a Cessna e a empresa americana L3, fabricante do gravador de voz, mas não houve retorno.