O radialista Mário Welber, colaborador da campanha do deputado Bruno Covas (PSDB), preso com R$ 102 mil e cheques em branco, era funcionário comissionado da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), de onde pediu demissão nesta quarta-feira, 15. Oficialmente, ele prestava serviços na agência de São José do Rio Preto, onde também era suplente de vereador pelo PSDB.

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De acordo com a diretora de Recursos Humanos da Cetesb, Cristina Elias de Lima, Welber foi contratado em 11 de janeiro de 2013 para a função de Assessor Técnico I, com salário de R$ 9.546,00. Segundo ela, Welber “alegou motivos particulares” ao entregar a carta de exoneração na quarta-feira. A demissão deve ser publicada hoje no Diário Oficial do Estado.

Segundo a diretora da Cetesb, ele estava afastado quando, em 27 de setembro, foi detido pela Polícia Federal com R$ 102 mil em dinheiro e 16 cheques em branco no Aeroporto de Congonhas tentando embarcar para Rio Preto. Os cheques tinham a assinatura do contador da campanha de Bruno Covas e eram endereçados ao coordenador da região de Rio Preto, Ulysses Terceiro.

Cristina disse que Welber se afastou em 31 de julho, retornou ao cargo em 13 de outubro (segunda-feira) e pediu demissão dois dias depois. A Cetesb não informou se ele cumpria diariamente as funções. “Ele trabalhava na agência de São José do Rio Preto. Fazia atendimento à imprensa local e ações de educação ambiental com a comunidade, além de atendimento às prefeituras”, disse Cristina.

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O pedido de demissão ocorreu após Welber prestar depoimento à PF, quando disse que o dinheiro era de economias de suas atividades como assessor da Cetesb, conferencista e cerimonialista. Essas economias, feitas desde 2010, seriam usadas para comprar um carro em São Paulo.

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Welber também trabalhou como assessor de Covas na Secretaria do Meio Ambiente em 2012, ano em que se candidatou a vereador em Rio Preto. A PF tem 30 dias para analisar documentos e a versão de Welber e decidir se dá prosseguimento ao inquérito que apura lavagem de dinheiro.

Aparelhamento

Para o deputado João Paulo Rillo (PT), Covas precisa dar explicações de um possível aparelhamento da Secretaria do Meio Ambiente. A reunião do Conselho de Ética da Assembleia que debateria o caso ontem não ocorreu por falta de quórum. A reportagem não conseguiu ouvir Bruno Covas ontem. Também não localizou Welber.