A partir da diretriz do governador Roberto Requião (PR), que visa um novo ciclo de desenvolvimento do Estado, o presidente da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, está elaborando um projeto para gerar emprego e renda em comunidades carentes através do esporte.

O projeto consiste na produção de materias esportivos (bolas, uniformes, redes, etc.) nas comunidades onde haja grandes índices de desemprego e violência nas periferias das pequenas, médias e grandes cidades.

Segundo Ricardo Gomyde, o ministro dos esportes Agnelo Queiroz ficou entusiasmado com a idéia e deverá anunciar uma parceria da União com o Paraná nos próximos dias.

“Queremos criar um círculo virtuoso onde a mãe e o pai, desempregados, produzam a bola e filho pratique esportes. Assim, o filho foge das drogas e da violência. O pai e mãe, que receberão pela produção, terão como pôr comida na mesa de seu filho”, explica o presidente da Paraná Esporte.

Ricardo Gomyde diz que o projeto “emprego e renda no esporte” é uma ajuda concreta do Ministério dos Esportes ao programa “Fome Zero” idealizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Exportando modelo

Um programa semelhante da Paraná Esporte e do Minstério dos Esportes – “Pintando a Liberdade” – já é o maior empregador no sistema carcerário e é um modelo adotado em vários estados.

Os presos produzem os materias esportivos e a cada três dias trabalhados têm a pena reduzida em um dia. Além disso, recebem pelo que produzem. Os materias produzidos pelos presos são distribuídos gratuitamente às escolas públicas e às entidades cadastradas.

O programa “Pintando a Liberdade” funciona como uma espécie de “cano de escape” no sistema carcerário brasileiro. É uma maneira de manter os apenados ocupados e longe de rebeliões tão comuns nos presídios do país.