Governistas defendem que STF julgue afastamento de Cunha antes do recesso

Líderes governistas na Câmara comemoraram o pedido de afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato de deputado federal e da presidência da Câmara feito na noite desta quarta-feira, 16, pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para lideranças, o pedido é uma sinalização que ajuda a restaurar a credibilidade do parlamento e deve ser analisado pelo STF antes do recesso.

“Esse pedido é muito bem vindo para o País e seguramente está muito embasado. Ele ajuda a normalizar a situação política do Brasil”, afirmou Henrique Fontana (RS), vice-líder do PT. Isso porque, para o petista, a principal causa da crise política que o País enfrenta “chama-se Eduardo Cunha e todos os desmandos que ele faz”. Fontana avaliou que o pedido da PGR enfraquece a legitimidade o processo de impeachment, deflagrado por Cunha.

O líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), destacou que, mesmo ainda não tendo sido analisado pelo STF, o pedido da PGR é um passo importante em direção à restauração da credibilidade do Parlamento, segundo ele, bastante abalada pelas denúncias de corrupção contra deputados. Alencar defendeu engajamento da população para pressionar o Supremo a afastar Cunha. “Só clamor popular fará com que a Justiça não falhe e não tarde”, disse.

Líder da Rede na Casa, Alessandro Molon (RJ) se disse “contente” com a solicitação da PGR. Ele lembrou que seu partido, junto com o PSOL, já tinham pedido à Procuradoria que afastasse o presidente da Câmara. Molon defendeu que o Supremo analise o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, antes do início do recesso parlamentar de fim de ano.

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