Os governadores Roberto Requião (PR), Germano Rigotto (RS) e Luiz Henrique da Silveira (SC) estiveram reunidos na noite de ontem, em Florianópolis, onde discutiram propostas conjuntas para o fortalecimento do Sul do país, especialmente as relacionadas às dívidas dos Estado e à Lei Kandir, que retirou dos Estados o ICMS das exportações.
A Lei Kandir desonerou o ICMS das exportações em 1997. No ano passado o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, se comprometeu com os governadores a investir R$ 9 bilhões num fundo de compensação. "Mas ele não cumpriu o acordo porque só repassou R$ 5,2 bilhões. A diferença ficou como prejuízo para os estados", explicou Requião.
No mês passado, os três governadores, juntamente com o governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, estiveram em Curitiba, por ocasião da posse de Requião na presidência do Codesul, e anunciam uma ação judicial para promover mudanças na lei e para alterar o índice que corrige as dívidas dos Estados.
O encontro de ontem foi realizado na residência do governador de Santa Catarina e também contou com a presença, por parte do Paraná, do secretário da Fazenda, Heron Arzua, além de diretores do BRDE. Os governadores aproveitaram a presença de representantes do banco para pleitear novos investimentos este ano, para os três estados.
Outro convidado do encontro foi o presidente nacional do PMDB, deputado federal Michel Temer, que convidou os governadores peemedebistas da região Sul a participar da convenção nacional do partido, a ser realizada no fim do ano. Os governadores dos três estados do Sul também discutiram a proposta de o partido apresentar ou não candidato próprio na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A posição do PMDB em relação às eleições do ano que vem é esperada com expectariva não apenas dentro do partido, como também pelo governo do presidente Lula, que manifesta o desejo de contar com uma aliança de seu partido, o PT, com os peemedebistas. Esta aliança que se ampliaria nos estados poderia contemplar o PMDB com a vice de Lula. O assunto, apesar de despertar a cobiça em muitos líderes do partido, é visto com reservas. O presidente nacional do PMDB, Michel Temer, e a ala denominada de oposição – que além de Temer, conta também com o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho – defende a candidatura própria.