| Foto: Lucimar do Carmo |
| Loures: pouca ênfase. continua após a publicidade |
O líder do governo na Assembléia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), chamou de ?apóstolos do caos? os setores que criticam a política industrial do Estado. Romanelli respondeu ao presidente da federação das indústrias do Estado, Rodrigo Rocha Loures, que, durante um pronunciamento na Assembléia Legislativa na quarta-feira, disse que o Paraná, assim como a maioria dos estados brasileiros, não dispõe de uma política industrial.
Romanelli falou que Rocha Loures deu demonstrações de desconhecimento da realidade da economia paranaense. ?Basta olhar para as políticas de incentivos fiscais para entender como anda a nossa indústria. O Paraná é um estado diferenciado porque tem programas, projetos, políticas claras, de apoio e incentivo ao setor produtivo, às empresas, às indústrias. Quem não reconhece isso é apóstolo do caos ou está descolado da realidade paranaense?, afirmou o deputado peemedebista.
Rocha Loures é candidato à reeleição à presidência da entidade, nas eleições que serão realizadas em agosto. O Palácio Iguaçu apóia informalmente o agropecuarista de Londrina, Otaviano Duarte. Na eleição anterior, Rocha Loures teve o apoio do governador Roberto Requião. O terceiro candidato inscrito é o empresário de Ponta Grossa, Álvaro Scheffer.
| Foto: Fábio Alexandre |
| Romanelli: descolado. |
O líder do governo mencionou que representantes da Fiep acompanharam o governador Roberto Requião (PMDB) em uma série de viagens empresariais a outros países, onde foram fechados vários negócios para a indústria paranaense. Romanelli afirmou que há setores da sociedade que não têm interesse pelas grandes questões do Paraná e preferem apenas atacar as políticas desenvolvidas pelo governo do Estado.
Por meio da assessoria de imprensa da Fiep, Rocha Loures respondeu que ao apresentar uma proposta de política industrial, a entidade não questionou os programas desenvolvidos pelo atual governo. Segundo o presidente da Fiep, a política industrial é abrangente e as propostas da entidade contemplam o desenvolvimento tecnológico, que tem pouca ênfase nos projetos do governo.