Na avaliação do advogado Délio Lins e Silva, responsável pela defesa dos irmãos e ex-funcionários do Partido Republicano (antigo Partido Liberal), Jacinto e Antonio Lamas, o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa saber separar o joio do trigo no julgamento sobre a denúncia contra 40 pessoas por envolvimento mensalão, que começou ontem (22).

Lins e Silva disse hoje que seus clientes eram reles funcionários do quarto escalão da Câmara e foram colocados no mesmo balaio que outros denunciados e acusados como "quadrilheiros, corruptos e lavadores de dinheiro".

A defesa pede que o tribunal saiba separar mensaleiro de inocente mensageiro, afirmou o advogado. Segundo ele, as denúncias contra os irmãos Lamas se restringem s idas e vindas ao Banco Rural e agência de publicidade SMP&B (do publicitário Marcos Valério, um dos acusados), sempre a mando do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), para quem trabalhavam. Eram paus-mandados.

Sobre a acusação de lavagem de dinheiro contra Jacinto Lamas, o advogado disse que uma investigação da Receita Federal provou que seu cliente jamais teve acesso aos R$ 10 milhões que a denúncia lhe atribui, o que serviria como álibi, segundo ele.