Pelo menos uma dezena de entidades representativas dos trabalhadores e setores empresariais se aliaram para aumentar a pressão sobre a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por mudanças na política econômica do governo. O documento “Compromisso pelo Desenvolvimento”, assinado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção, Clube de Engenharia, entre outros, será lançado na quinta-feira, 3, pedindo a construção de uma “rápida transição para a retomada do crescimento e do desenvolvimento econômico e social”, “mudanças emergenciais” e a “reorientação da política econômica”.

Até o lançamento, os articuladores do texto esperam reunir ainda o apoio de outras entidades de peso do setor empresarial como Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Sindicato Nacional da Indústria de Construção Pesada (Sinicon).

De acordo com o texto, “não é possível aceitar passivamente as projeções de um 2016 perdido”. O documento não pede explicitamente o “Fora Levy”, mas é um sinal para o governo da insatisfação generalizada em relação ao ministro.

O texto destaca a necessidade de “construir a mais rápida transição para a retomada do crescimento e do desenvolvimento econômico no médio e longo prazo”. E faz uma série de propostas práticas que vão na contramão do ajuste fiscal promovido por Levy: “Retomar rapidamente o investimento público e privado em infraestrutura produtiva” no setor de “energia, em especial na Petrobrás” e “ampliar, em condições emergenciais, financiamento de capital de giro para empresas”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.