Com 71% das urnas apuradas no início da noite de ontem, o secretário estadual de Planejamento, Enio Verri, já era considerado matematicamente eleito presidente estadual do PT do Paraná.

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Verri havia superado 10.200 votos (75% dos votos) e não poderia mais ser alcançado pela soma de votos dos seus três adversários: Tadeu Veneri, Marcio Pessatti e Alfeo Luiz Cappellari, vencendo a eleição interna do partido já no primeiro turno.

Na apuração nacional, com pouco mais de 41% dos votos apurados, o ex-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, também liderava com mais de 50% dos votos no início da noite de ontem, mas somava 54,9% dos votos e ainda tinha a eleição em primeiro turno ameaçada pela soma de votos de seus adversários.

O segundo colocado era o deputado federal José Eduardo Cardozo (SP), com 19,5% dos votos. De Maringá, onde recupera-se de um problema de saúde, Verri comemorou o resultado e disse que sua expressiva votação reflete a maturidade do partido.

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“Esse resultado, independente do nome do candidato, mostra que o partido sabe o que quer. Mostra que devemos continuar nosso projeto de conduzir o Brasil, pois é isso que nossa chapa e a chapa do Dutra, que está vencendo a apuração nacional, defende”, comentou.

Verri disse que como metas na condução do PT dará continuidade ao projeto da atual presidente, Gleisi Hoffmann, de investir na formação política dos militantes e dos movimentos sociais, investir em comunicação para divulgar os projetos do partido e as realizações do governo Lula e fazer o partido crescer nos pequenos municípios.

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“Mas tudo isso são metas do ponto de vista estrutural, pois o grande desafio, que irei conduzir junto com a Gleisi nessa fase de transição, será a definição do projeto eleitoral do partido”, disse o secretário, revelando que inicia as conversas já na semana que vem.

Único candidato que defendeu, na campanha, a política de alianças para a construção do palanque do partido no Estado de forma a fortalecer a candidatura à presidência da ministra Dilma Rousseff, Verri disse que essa questão será tratada como prioridade.

“Temos que ter uma definição o mais rápido possível sobre se vamos buscar aliança ou candidatura própria. Há uma mensagem explícita do presidente Lula para buscarmos essas alianças, mas não depende só de nós”.

Verri disse que o partido já procurou todas as legendas com quem é possível se aliar “menos PSDB e DEM” e aguarda, agora, uma resposta. “Temos que levar nossa posição para os encontros nacional, em fevereiro, e estadual, em março. Assim, até janeiro, quem quiser estar conosco tem que deixar isso bem claro”, declarou. O PT articula coligação com o PDT do senador Osmar Dias e também mantém conversas com o PMDB do governador Roberto Requião e do vice Orlando Pessuti.