O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, afirmou nesta quinta-feira, 6, que, se as acusações na delação do ex-ministro Antonio Palocci sobre as montadoras forem comprovadas, as empresas envolvidas “naturalmente terão de arcar com as responsabilidades”.

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Palocci, que foi ministro da Fazenda no primeiro mandato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, disse nesta quinta, em depoimento à Justiça Federal do Distrito Federal, que Lula negociou com o lobista Mauro Marcondes Machado, do setor automobilístico, pagamentos a Luís Cláudio Lula da Silva, seu filho caçula, para a aprovação de uma Medida Provisória que tinha como finalidade prorrogar incentivos fiscais de montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

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O presidente da Anfavea, após ser questionado por jornalistas sobre o assunto, garantiu que “setorialmente não aconteceu nada”.

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“Pode ter ocorrido com uma ou outra empresa, mas eu prefiro ver o depoimento dele, ao qual eu ainda não tive acesso, para tecer maiores comentários”, disse Megale.