A presidente Dilma Rousseff (PT) foi recebida com festa na manhã desta sexta-feira, 20, pelas quase 3 mil pessoas no assentamento Lanceiros Negros, do MST, na região metropolitana de Porto Alegre, aos gritos de “Dilma, Dilma”. A previsão é de que Dilma discurse na inauguração da unidade de secagem e armazenagem de grãos da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap). A presidente visitou outro assentamento, onde acompanhou a abertura simbólica da Colheita do Arroz Ecológico.

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Ela está na companhia do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), que foi vaiado pela plateia, e dos ministros Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, Pepe Vargas, da Secretaria de Relações Institucionais, Patrus Ananias, do Desenvolvimento Agrário, e Tereza Campelo, do Desenvolvimento Social.

A maior parte dos presentes é do MST e da CUT (Central Única dos Trabalhadores), mas também há membros de outros grupos, como o CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), MBA (Movimento dos Atingidos por Barragens) e MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia). Eles aguardam a presidente desde o início da manhã. Muitos vestem camisetas do PT e levam bandeiras com a sigla do partido ou com o nome de Dilma.

Enquanto esperava, o público cantava músicas regionalistas e entoava gritos de defesa ao governo e à Petrobras, como “Nem que a coisa engrossa, a Petrobras é nossa”.

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Entre a multidão era possível encontrar muitos jovens que não usavam camisetas ou bonés do MST ou da CUT. Um deles contou à reportagem que estuda em uma escola municipal, no turno da noite, e que teve feriado escolar decretado para poder participar do evento. O prefeito de Eldorado do Sul, onde ficam os assentamentos, é Sergio Munhoz, do PSB.

O principal líder do MST, João Pedro Stédile, está presente no local. Ele mobilizou os membros do MST a irem às ruas na última semana para apoiar o governo Dilma, mas também fez críticas à política econômica da presidente e cobrou mais atenção aos direitos dos trabalhadores. A visita de hoje é considerada uma tentativa de reaproximação de Dilma das bases sociais que ajudaram a reelegê-la em 2014.

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