Com um déficit de R$ 50 milhões no orçamento do ano passado, a Prefeitura de São Vicente, na Baixada Santista, tem tomado medidas polêmicas de ajuste fiscal. Depois de atrasar parte da remuneração dos servidores e suspender os salários dos secretários municipais e seus adjuntos por três meses, a prefeitura agora decidiu suspender as férias de todos os funcionários.

“O grande problema é a falta de comunicação”, reclamou o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Vicente (Sindiserv-SV) Rubens Romão Fagundes, que pleiteia uma reunião com o prefeito Tércio Garcia (PSB) na próxima semana. “Adotar medidas é compreensível, mas não dá para fazer isso prejudicando a vida das pessoas. Isso revolta, as medidas precisam de critérios”, completou o sindicalista.

Em nota, a Prefeitura esclareceu que a suspensão das férias vale apenas para o mês de julho e que essa e as demais medidas são temporárias. “A expectativa é de que a situação se normalize o mais rápido possível”, afirma o comunicado, explicando ainda que o município também está trabalhando em campanhas de combate a evasão de tributos.

De acordo com a prefeitura, a saúde financeira do município ficou prejudicada por causa da crise financeira internacional de 2008 e 2009, quando a arrecadação de tributos diminuiu. A arrecadação anual de São Vicente é em torno de R$ 500 milhões e sua folha de pagamento possui 5 mil servidores (contando os aposentados).

O Sindiserv teme que a crise prejudique também o pagamento do 13º, feito mensalmente em forma de abono e que vem sofrendo atrasos desde abril, assim como o pagamento das horas extras.