Com a possibilidade de adiamento do recesso para janeiro, a votação da nova Mesa Executiva da Câmara Municipal de Curitiba também deverá ficar para o próximo ano. O artigo 25 do Regimento Interno prevê que a eleição da Mesa seja realizada até trinta dias antes do término das sessões, que normalmente se encerram em 15 de dezembro. Mas com o grande número de emendas apresentadas à Lei Orçamentária (720 no total), a solução foi estender os trabalhos até janeiro.

Apesar disso, os vereadores que se elegeram para a Assembléia Legislativa – Mauro Moraes (PSC), Ailton Araújo (PSDB), Alexandre Curi (PMDB), Arlete Caramês (PPS), Natálio Stica e Tadeu Veneri (ambos do PT) – e a Câmara Federal – Jorge Samek e Clair da Flora Martins (os dois do PT) – irão participar da escolha do novo presidente da Casa, já que eles só assumirão os novos cargos em fevereiro.

Segundo o presidente da Mesa, João Cláudio Derosso (PSDB), os suplentes só poderão votar em caso de renúncia. “Vai depender de cada vereador, porque com as eleições ocorrendo em janeiro, os atuais é que deverão votar, já que eles só assumem em 1.º de fevereiro. Mas eles podem renunciar a seus mandatos de vereadores, dando vez aos suplentes”, explica. No caso de um pedido de afastamento, o suplente não assume. “O suplente só assume em afastamento acima de 121 dias, sem contar período de recesso”, diz. Dos oito vereadores eleitos em 6 de outubro, todos afirmaram que permanecerão nos cargos até fevereiro. Como serão substituídos, eles não poderão fazer parte de nenhuma chapa que irá disputar a Mesa.

Os suplentes que passarão a ocupar o cargo de vereador por dois anos são José Roberto Sandoval (PPB), Carlos Bortolleto (PFL), Nely Almeida (PSC) e Ricardo Gomyde (PCdoB), que já ocuparam o cargo de vereador; e pela primeira vez Luiz Felipe Braga Cortes (PFL), Paulo Roberto Olsewski, Roseli Nunes Ferreira e Nilton Ferreira Brandão, da coligação PCB/PCdoB/PMN/PT.

A nova Mesa Executiva irá comandar a Câmara pelo período de dois anos. Para disputar a presidência é necessário apresentar uma chapa completa, de sete pessoas e com todos os nomes definidos. A mesa é composta por um presidente, um primeiro e um segundo vice-presidente, e quatro secretários. “Durante a sessão realizamos a votação da chapa, que é eleita pela maioria dos votos”, explica. Há seis anos Derosso é o presidente, e normalmente não há bate-chapa para a Mesa. “Há dois anos houve disputa entre eu e o Natálio Stica (PT). Nos outros anos foi chapa única”, lembra. Para este ano a previsão é de que haja uma nova disputa. O bloco de oposição pretende lançar como presidente Paulo Salamuni (PMDB).