A eleição para o cargo de ouvidor de Curitiba foi interrompido por uma liminar, na manhã desta segunda-feira (15).

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) pediu a suspensão da eleição por ter se considerado prejudicado pela forma como as instituições da sociedade civil foram selecionadas. Não há previsão para retomada do processo.

Candidatos

Natural de Curitiba, Clóvis Costa tem 40 anos de idade. Ele é graduado em direito, especialista em direito processual e administração esportiva e mestre em direito do Estado. Na administração pública, é assessor legislativo do quarto-secretário da Câmara de Curitiba, Jairo Marcelino (PSD). Já atuou na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e na Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), entre outros órgãos. Professor licenciado do curso de Direito das Faculdades Integradas do Brasil (Unibrasil).

Para Costa, a Ouvidoria não pode ser “um serviço de 156, para a pessoa ligar e solicitar a pode de uma árvore”. “É um instrumento de democracia participativa. Sem dúvida uma de suas atribuições é ouvir as reclamações e encaminhá-las aos órgãos competentes, mas também tem que ter um papel ativo na efetivação dos direitos da população”, declarou.

Diocsianne Moura é graduada em jornalismo, especialista em gestão da comunicação empresarial e mestre em comunicação e linguagens. Natural de Curitiba, tem 32 anos e foi criada na Vila Zumbi dos Palmares, em Colombo, e é voluntária de ONGs. “Não tenho perfil político, o que trago em mim é vontade de servir a comunidade”, afirmou. Ela defendeu que o ouvidor precisa conhecer a realidade da cidade, como o transporte público. “Quero ser uma agente atuante.”

Maurício Arruda também é natural de Curitiba. Aos 40 anos, o advogado é ouvidor da Guarda Municipal. É especialista em direito penal e criminologia e pós-graduando em gestão da segurança pública. Foi primeiro suplente a vereador pelo PSC, na legislatura anterior. O advogado também destacou sua atuação como radialista e professor convidado da Escola Superior da Polícia Civil do Paraná. “Desejo que a Ouvidoria seja humana, um elo da sociedade com o Poder Público”, disse.