As inscrições dos candidatos ao cargo de governador do Distrito Federal foram abertas no dia 25 de março, mas só hoje, prazo final, as dez chapas concorrentes se registraram. A escolha do sucessor de José Roberto Arruda (ex-DEM) será feita pela Câmara Legislativa, numa eleição indireta, no dia 17 de abril. O novo governador tomará posse no dia 19 de abril e cumprirá mandato até 31 de dezembro deste ano.

Os candidatos representam o PT, PCdoB, PR, PSL-PTN, PV, PMDB, PRTB, PSDC, PTB e PMDB. Além dos registros oficiais, houve um 11º registro, como forma de protesto. Sob a sigla PPN – Partido dos Pães Nacionais – um grupo de estudantes lançou “Tony Panetone” e “Bezerra Dourada” como candidatos, como forma de ironizar os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz.

Como esperado, o governador interino Wilson Lima lançou candidatura pelo PR. Mas surpreendeu ao registrar Jucivaldo Salazar Pereira, tesoureiro do partido, como candidato a vice. A expectativa era de que o PMDB o apoiasse, formando, assim, a chapa mais forte. O PMDB tem três deputados distritais e o PR, um. Juntos, também agregariam seis votos do PRB, PSDB, PP e PRP, que, agora, estão divididos entre um e outro. O PMDB lançou Rogério Rosso, ex-presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), como candidato.

É esperado, porém, que até o dia 17 diversos partidos desistam. Sem conseguirem chegar a um acordo até o final do prazo, que acabou às 18h de hoje, todos se inscreveram por precaução.

Os partidos de oposição apresentaram duas chapas. O PT escolheu disputar a eleição com Antônio Ibañez, ex-secretário de Educação do DF. Pelo PCdoB concorrerá Messias de Souza, que até a semana passada era assessor especial de Guido Mantega no Ministério da Fazenda. Em outubro, Messias pretende concorrer ao cargo de governador para um mandato de quatro anos.

De última hora, o DEM, que pretendia concorrer à eleição com o suplente de deputado Osório Adriano, desistiu, por pressão da cúpula nacional do partido. José Roberto Arruda foi o único governador eleito pelo DEM em 2006, mas acabou acusado de chefiar um esquema de corrupção no governo do DF, está preso por tentativa de suborno a uma testemunha, e teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral por infidelidade partidária.