Ainda que reafirmando não ser potencial candidato à presidência da República, o prefeito de São Paulo, João Doria, disse que são “lisonjeiras” as pesquisas que citam seu nome bem colocado na disputa.

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“São lisonjeiras para nós, porque mostram um índice de aprovação elevado. Ninguém frequentaria pesquisas nacionais se tivesse fazendo uma má gestão”, disse.

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Pesquisa Ibope divulgada pela reportagem nesta quinta-feira, 20, coloca Doria em iguais condições de disputa com os três principais caciques tucanos e potenciais candidatos do partido à Presidência, os senadores Aécio Neves (MG), José Serra (SP) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

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De acordo com a pesquisa, os quatro tucanos aparecem empatados tecnicamente em número de eleitores potenciais. Apesar de ser menos conhecido, Doria aparece com 24%, um ponto porcentual a menos que Serra. Alckmin e Aécio obtiveram 22% cada.

Ao falar sobre o assunto em Foz do Iguaçu, durante o 16º Fórum de Líderes Empresariais, Doria atribuiu os números da pesquisa a sua gestão à frente da prefeitura de São Paulo.

“Não sou político orgânico, não tenho vida partidária, então, a única avaliação que as pessoas podem fazer a meu respeito é daquilo que estou fazendo como prefeito”, disse.

A mesma pesquisa apontou o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva como o presidenciável com maior potencial de voto entre nove nomes testados pelo instituto.

A aferição foi feita antes de vir a público a lista do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), com as delações de executivos da Odebrecht que acusaram o petista de corrupção.

Ao falar a grandes empresários durante o Fórum, Doria dedicou grande parte de seu discurso a criticar Lula, sempre ressaltando que não falava como “candidato a nada”.

Segundo ele, o “descalabro” dos governos petistas foi responsável pelo “maior assalto aos cofres públicos da história da humanidade”. Não falo como candidato a nada. Falo como brasileiro. E como brasileiro ninguém vai me calar”, concluiu.