Foto: Ciciro Back/O Estado

Novo prédio do Centro Cívico: divisórias da discórdia.

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A Secretaria de Obras Públicas do Estado informou ontem que ainda não orçou o custo da retirada das divisórias do quinto andar do prédio que vai abrigar provisoriamente o governo do Paraná, no Centro Cívico, porque não recebeu o projeto da Secretaria da Casa Civil. A colocação de divisórias no andar em que será acomodada a Casa Civil, foi alvo de polêmica depois que o governador Roberto Requião (PMDB) mandou retirá-las durante visita às instalações na ocasião de sua posse, porque elas não estavam no projeto original. O governador chegou a classificá-las de ?buracos de coelho?.

Conforme informou a Secretaria de Obras, como as divisórias são placas de gesso montadas, todo o material será reaproveitado. O secretário de Obras, Luiz Caron, afirmou ontem que concorda com a decisão do governador e que as divisórias vão ser retiradas. ?O governador sabe que não fui em quem decidi colocar as divisórias. Mas na hora quem ouviu fui eu. Tenho uma ótima relação com Requião?, disse Caron.

Segundo Caron, o projeto veio da Secretaria da Casa Civil. Contudo, o secretário da Casa Civil, Rafael Iatauro, afirmou ontem que não sabia que tinham feito as divisórias no prédio e que não houve um pedido da secretaria para a construção delas.

No dia da posse de Requião, em primeiro de janeiro, o governador afirmou a Caron que era para desmanchar todas as divisórias porque não era assim que estava no projeto original e sem as divisórias todos poderiam ver que as pessoas estão trabalhando. O governador disse várias vezes de modo brusco que não queria ?tocas de coelho? no local. As imagens foram divulgadas e comentadas pela imprensa paranaense.

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O episódio rendeu também uma carta de Guilherme Richter Caron, filho do secretário, publicada na Gazeta do Povo no domingo passado em defesa do pai. ?Será que lhe contaram que foi sua própria assessoria que projetou os ninhos de rato, as tocas de coelhos, como o senhor mesmo chamou?, diz a carta de Guilherme, pedindo a retratação pela ofensa ao pai.

O prédio em que vai ficar a sede provisória do governo enquanto estiverem sendo realizadas as obras de reforma do Palácio Iguaçu está envolto em polêmicas. Ficou durante quase 20 anos abandonado no Centro Cívico e deverá ser inaugurado em fevereiro deste ano. A obra recebeu investimentos da ordem de R$ 29,5 milhões do governo do Estado e deve abrigar também as Secretarias da Administração e do Planejamento, que atualmente estão localizadas distantes do Centro Cívico.

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