A “mineiridade” da presidente Dilma Rousseff, nascida em Belo Horizonte, foi motivo de alfinetada da petista em opositores do governo no Estado, principalmente o senador Aécio Neves (PSDB-MG), principal crítico das declarações da presidente que remetem a sua origem em Minas. “Aqui em Minas Gerais há algumas pessoas que dizem que eu não sou mineira”, observou, em clara referência ao tucano, em discurso na inauguração do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) na capital.

“Acho interessante falar em ‘nós mineiros’, porque a ditadura me tirou de Minas Gerais. E aí eu fui acolhida no Rio Grande do Sul. Agora, lá no Rio Grande do Sul, também as pessoas que não gostam de mim dizem que não sou gaúcha. Que não sou gaúcha acho que fica um pouco óbvio porque ninguém fala ‘ocê’ no Rio Grande do Sul nem fala ‘uai'”, comentou a presidente. “Mas também eu já misturei um pouco porque eu falo ‘barbaridade’. Eu sou essa mistura e essa mistura tem um ponto de partida que é essa Praça da Liberdade. Em todos os sentidos. Acho que aqui Minas Gerais nós soubemos sempre o valor dessa palavra”, completou a presidente, pouco depois de dar um passeio a pé pela praça onde está situado o CCBB. Em nenhum momento, porém, a presidente citou Aécio, que criou o circuito cultural na praça e cuja lembrança ficou por conta de seu sucessor no governo mineiro, o também tucano Antonio Anastasia.