A presidente Dilma Rousseff não irá à festa de 1º de maio, evento que a Força Sindical realiza em São Paulo, para comemorar o Dia do Trabalhador, segundo informou na manhã desta segunda-feira, 29, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Com presença já confirmada do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no evento organizado pela Força Sindical, na zona norte da cidade, e com a possibilidade de contar com a participação, ainda, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que tem dado sinais de que pode concorrer ao Palácio do Planalto no ano que vem, a decisão de Dilma foi pelo afastamento.

“Temos muito o que comemorar em 1º de maio e é muito provável que a gente (Gilberto Carvalho e o ministro do Trabalho, Manoel Dias) esteja presente com orgulho de ser um governo que recebe trabalhadores, que dialoga com trabalhadores, que atende as reivindicações que são possíveis e faz um esforço enorme para continuar mantendo o nível de emprego que temos no País”, afirmou Gilberto.

Além do palanque que a Força Sindical dará a oponentes de Dilma, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) já avisou que vai usar a festa – evento que acontece no centro de São Paulo – para pressionar a presidente em relação a agenda sindical. O movimento reclama da ausência de resposta aos trabalhadores sobre uma pauta com 11 itens, entregue ao governo em 6 de março. A ideia é que o calendário de paralisações já comece a ser discutido.

Carvalho minimizou os impasses e disse que, até amanhã, haverá uma definição sobre as reivindicações. “A presidenta recebeu as centrais, estamos olhando a pauta das centrais, mas ela não vai ao 1º de maio. Amanhã vamos ter uma definição sobre as posições do governo”, destacou o ministro.